Foto: Clara Medeiros/ Dourados News
Dourados confirmou nesta quinta-feira (30) a nona morte por Chikungunya no município, conforme atualização do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), que coordena as ações de enfrentamento à epidemia tanto na Reserva Indígena quanto na área urbana.
A vítima mais recente tinha 29 anos, era indígena, morador da Aldeia Bororó, apresentou os primeiros sintomas no dia 19 de abril e morreu no dia 25, no Hospital da Vida. Com o novo registro, Dourados chega a nove óbitos pela doença, sendo oito de indígenas.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as mortes ocorreram em sequência desde fevereiro. Entre as vítimas estão idosos, adultos e dois bebês. O primeiro óbito foi registrado no dia 25 de fevereiro, seguido por outros casos ao longo de março e abril, evidenciando o avanço da doença no município.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta quinta aponta que há 35 pacientes internados com Chikungunya em Dourados. Os casos estão distribuídos entre unidades hospitalares, com maior concentração no Hospital Universitário da UFGD.
Em relação aos dados gerais, o município contabiliza 7.371 notificações da doença, com 5.271 casos prováveis e 2.755 confirmações. Outros 2.100 casos foram descartados e 2.516 seguem em investigação.
Na Reserva Indígena, que concentra a maior parte dos registros, são 3.113 notificações, com 1.759 casos confirmados e 715 ainda em análise.
O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também coordena o COE, afirmou que o cenário segue crítico e reforçou a necessidade de mobilização coletiva. Segundo ele, o combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, depende da participação da população, com eliminação de água parada, limpeza de quintais e descarte correto de resíduos.

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