Capital e Operário-MS se despediram da Copa Centro-Oeste ao empatar em 2 a 2 na noite desta quarta-feira (29), no Estádio JK, localizado no Paranoá, Distrito Federal.
O Galo abriu o placar no início com Danilinho, mas tomou a virada com gols de Deizinho e Cesinha. No fim, André igualou o placar novamente.
Com esse resultado, ambos os times estão eliminados ainda na primeira fase.
As equipes necessitavam vencer o jogo e combinar com tropeços de Araguaína contra o Vila Nova e do Rio Branco contra o Primavera para sonharem com a classificação. Tudo isso aconteceu, porém Capital e Operário não fizeram o dever de casa.
A Capita encerra a participação no campeonato na vice-lanterna do Grupo Centro-Oeste A com seis pontos e apenas uma vitória conquistada no torneio. O próximo desafio da equipe será neste sábado contra o Mixto-MT, às 18h, fora de casa, no Estádio Dutrinha.
O Operário terminou na terceira colocação com oito pontos e só não passou de fase por conta do saldo de gols. O Galo do Centro-Oeste também jogará no mesmo dia que o Capital, mas às 17h no Parque do Sabiá pela quarta divisão contra o Uberlândia.
Com o fim da primeira fase, o Vila Nova passou em primeiro no Grupo A. Com isso, vai enfrentar o Anápolis em um clássico goiano pelas semifinais. A outra disputa será entre Gama, que venceu o Atlético-GO de virada e segue com 100% de aproveitamento na competição, e Rio Branco-ES, valendo vaga na decisão da Copa Centro-Oeste.
O jogo
A partida começou quente entre as equipes em uma noite noite fria no Estádio JK. Com chances remotas de classificação, a torcida da Coruja não apareceu em peso. E o preço foi pago logo começo.
Antes dos 10 minutos de jogo, o Operário teve a posse pela esquerda. Breno Chaves recebeu e efetuou o cruzamento para Danilinho. Ele apareceu livre de marcação por trás dos zagueiros do Capital. O camisa 17 teve apenas o trabalho de tocar no contrapé do goleiro Jori e abrir o marcador para os visitantes.
Após o baque logo cedo, o Capital começou a valorizar mais a posse e povoar o campo de ataque, afinal, apenas a vitória importava para eles. Nos lances seguintes, a Coruja até conseguiu chegar perto do gol com Lessinho, porém o arqueiro Luiz Felipe efetuou a defesa em duas ocasiões.
"Estamos formatando uma ideia de jogo. Nós tivemos alguns problemas para corrigir. Não é demérito ao trabalho anterior, mas é a forma que eu penso. Agora, há uma identidade do grupo. Temos que canalizar isso para a Série D do Campeonato Brasileiro. Estamos em um bom caminho".
A primeira etapa seguiu com o Capital tendo o controle da partida. Entretanto, eles não conseguiam refletir essa tamanha posse de bola em chances de perigo. O goleiro Luiz Felipe foi pouco exigido por causa da falta de eficiência da equipe candanga no ataque. No último lance da primeira etapa, a Coruja foi recompensada pelo jogo que vinha controlando.
O árbitro assinalou mais oito minutos de acréscimo no primeiro tempo. O Operário tentava fazer o tempo passar, mas o Capital pressionava as saídas de bola do adversário. Em um erro forçado pela Coruja, a bola se perdeu pela lateral. Lugano jogou dentro da área, a bola foi desviada por Mira e sobrou com Deizinho.
O camisa 7 chegou primeiro que o goleiro e mandou entre as pernas para empatar o confronto no fim. Mesmo com os reservas, foi com um dos poucos titulares que a equipe candanga buscou o primeiro tento.
A primeira etapa encerrou empatada com um gol para cada lado e destaque para o time da casa, que exerceu bem seu jogo e controlava as ações.
Segundo tempo
O segundo tempo iniciou com mais equilíbrio entre as equipes, mas o Capital seguia um pouco melhor na partida. O técnico Luizinho Vieira colocou alguns titulares no jogo e ainda sonhava com a classificação. Ainda no começo, Matheusinho teve a chance de falta, porém a bola passou raspando na trave.
Mesmo com a pressão exercida pelos dois times, as chances de perigo eram minadas pelas respectivas defesas. O relógio bateu 30 minutos e o resultado parcial era péssimo para as duas equipes, que se despediam do torneio.
A partida chegava ao fim e o clima era de tensão no gramado do JK. Mesmo com condições remotas, as equipes tinham chances matemáticas de classificação, mas o empate seguia no placar. Pelo Operário, Carlos Miguel teve a chance de fora da área, mas Jori salvou o Capital.
O árbitro assinalou mais seis minutos de acréscimo. Um gol mudaria todo o rumo da partida, e foi aos 50 minutos da etapa final que o desempate saiu com a estrela de quem vem do banco.
Cesinha substituiu Deizinho na metade do segundo tempo. O meia conduziu a bola e serviu Nescau, que também veio do banco, para fazer um pivô excelente. O camisa 19 serviu novamente Cesinha. Ele trouxe para a perna direita e bateu de fora da área no cantinho, sem chances para o goleiro. Nessa altura do campeonato, o Capital necessitava de apenas mais um gol para se classificar.
Porém, a alegria do torcedor candango durou quase nada. Após o gol, o Capital subiu todas as linhas para tentar o gol histórico no final. Com isso, foi deixado espaço na defesa e o contra-ataque formado pelo Operário enterrou o sonho da classificação.
Alex Choco recebeu na velocidade depois de escanteio dos mandantes. O centroavante leu bem a jogada e serviu Luisinho no meio. Ele só teve o trabalho de achar André livre. O camisa 19 dominou a bola com paciência e finalizou no canto para empatar a partida. Assim, ambas as equipes se despediram da competição.
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