quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Dificuldades no caixa: secretária admite incerteza sobre pagamento integral do 13º na Capital

 

                                            Foto: Marcelo Victor- Correio do Estado


Município tenta equilibrar finanças e evitar atraso nos salários do funcionalismo público.

A secretária municipal de Finanças de Campo Grande, Márcia Hokama, afirmou nesta semana (18) que o município deve pagar o 13º salário dos servidores em parcela única, desde que consiga arrecadar os recursos necessários até o fim do ano.


A declaração foi feita após reunião de prestação de contas com os vereadores, na Câmara Municipal. Segundo Márcia, a expectativa é de que o pagamento ocorra até o dia 20 de dezembro, conforme calendário já previsto.


“A garantia é que até o dia 20 de dezembro eles deverão ser pagos. Temos a expectativa de conseguir fazer toda essa arrecadação e efetuar o pagamento de todos os servidores”, afirmou a secretária.


Questionada se o depósito será feito em parcela única, ela disse que a administração municipal nunca atrasou salários e que a intenção é manter o padrão de pagamento integral.


“Possivelmente, sim. Na nossa gestão nunca houve atraso, e a intenção é que o pagamento seja feito normalmente, sem intercorrências”, completou.


A Prefeitura enfrenta restrições financeiras e tenta equilibrar o caixa após a adoção de uma série de medidas de contenção de despesas. A prefeita Adriane Lopes (PP) reduziu o próprio salário em 20% e diminuiu o expediente para seis horas diárias por 120 dias. A meta é economizar R$ 140 milhões com a reforma administrativa e o decreto de corte de gastos.


Entre as ações adotadas estão:


Suspensão de novas contratações e pagamento de gratificações;


Redução de jornada de trabalho de servidores;


Revisão de contratos com empresas e diminuição do consumo de energia, água e combustíveis;


Corte no número de plantões e diárias.


Em 2025, a reforma administrativa promovida por Adriane Lopes reestruturou o organograma da Prefeitura, extinguindo, readequando e criando secretarias, com meta de reduzir 30% das despesas.


De acordo com o último relatório bimestral de gestão fiscal, os gastos com pessoal alcançaram 57,73% da receita corrente líquida, ultrapassando o limite máximo de 54% previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). As despesas somaram R$ 3,022 bilhões nos últimos 12 meses — R$ 185 milhões acima do teto legal.


Apesar do cenário, a gestão municipal afirma que trabalha para garantir o pagamento integral do 13º em dia, preservando o compromisso com o funcionalismo público.

** Colaborou Karina Varjão

LAURA BRASIL E NAIARA CAMARGO

Portal Correio do Estado





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