segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Carlo Acutis é canonizado no Vaticano e se torna o 1º santo da geração millennial

 

                                           Pessoa segura uma obra de arte com o rosto de Carlo Acutis. (Foto: Matteo Minnella/Reuters)



O papa Leão XIV canonizou Carlo Acutis, conhecido agora como o primeiro santo da geração millennial, em cerimônia no Vaticano no domingo (7).


Esta foi também a primeira cerimônia de santificação conduzida pelo pontífice, eleito para o posto mais alto da Igreja Católica em maio. Segundo estimativas do Vaticano , mais de 80 mil pessoas acompanharam à missa na Praça de São Pedro.


“Todos vocês, todos nós juntos, somos chamados a ser santos”, disse o pontífice à multidão. Para o líder da Igreja Católica, este é “um convite para todos nós, especialmente para os jovens, a não desperdiçar nossas vidas, mas a direcioná-las para o alto e transformá-las em obras-primas", continuou o pontífice.


Na mesma cerimônia, o papa canonizou Pier Giorgio Frassati, um jovem italiano conhecido por ajudar os necessitados e que morreu de poliomielite na década de 1920.


Na abertura do evento, Leão XIV disse que Acutis e Frassati eram exemplos de santidade e de auxílio aos necessitados.


"Carlo… gostava de dizer que o céu sempre nos esperou, e que amar o amanhã é dar o melhor de nós hoje", afirmou também o papa.

Segundo o Vaticano, 36 cardeais, 270 bispos e centenas de padres se inscreveram para celebrar a missa ao lado de Leão, em um sinal do enorme apelo dos novos santos tanto para a hierarquia quanto para os fiéis comuns.


Chamado de padroeiro da internet, Acutis conquistou uma legião de devotos e ganhou fama por usar seu talento em computação para evangelizar online.


O jovem aprendeu programação para criar sites e divulgar a fé católica. Sua trajetória passou a inspirar especialmente os jovens da Igreja.


Ele morreu aos 15 anos, em 12 de outubro de 2006 — dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil —, vítima de leucemia.


Acutis foi beatificado em 2020 pelo Vaticano, após a Igreja reconhecer seu primeiro milagre: a cura de uma criança brasileira que tocou em uma relíquia sua em 12 de outubro de 2010, em Campo Grande (MS). (G1)


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