terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Reformulada, Lava Jato do Paraná é prorrogada até outubro de 2021

 Por G 1


A PGR (Procuradoria-Geral da República) informou nesta segunda-feira, dia 07 de dezembro, ter prorrogado os trabalhos das forças-tarefa da Operação Lava Jato nos estados do Paraná e do Rio de Janeiro.


Pela decisão da PGR, as atividades dos procuradores do Paraná serão estendidas até outubro do ano que vem, e os procuradores do Rio tiveram a atuação prorrogada até o fim de janeiro.


Ainda conforme a decisão, a Lava Jato no Paraná terá que atuar em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade de combate à corrupção criada há quatro meses. Com isso, 19 integrantes do MPF passam a cuidar dos mais de 400 casos em apuração.


Em relação ao Rio de Janeiro, a Procuradoria ainda trabalha para fazer com que a unidade do MPF passe a contar com uma unidade do Gaeco a fim de garantir a integração entre os grupos.


Na prática, os integrantes do Gaeco passam a atuar também nos casos da Lava Jato.


A atuação conjunta entre forças-tarefa e Gaeco faz parte de uma transição iniciada pela PGR. A ideia é que, a longo prazo, sejam criadas novas unidades de combate à corrupção no Ministério Público Federal, chamadas de novos ofícios, que a longo prazo passem a assumir o acervo da operação.


'Corrigir rumos'


Em julho deste ano, causou repercussão a fala do procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre "corrigir rumos" da Lava Jato.


Ao participar de um debate virtual, promovido por um grupo de advogados, Aras disse: "Agora é a hora de corrigir os rumos para que o lavajatismo não perdure. Mas a correção de rumos não significa redução do empenho no combate à corrupção. Contrariamente a isso, o que nós temos aqui na casa é o pensamento de buscar fortalecer a investigação científica e, acima de tudo, visando respeitar direitos e garantias fundamentais."


Na ocasião, a força-tarefa da Lava Jato no Paraná disse que há "ataques genéricos e infundados às atividades de procuradores da República", além de "tentativas de interferir no seu trabalho independente".

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