segunda-feira, 9 de junho de 2025

Obras paralisadas e protesto na construção civil em MS

 

                                           Paralisação hoje às 7h da manhã em um dos canteiros na Rua Hélio Yoshiaki Ikeziri, próximo ao Parque das Nações Indígenas. 



Cerca de 30 mil profissionais da construção civil estão mobilizados em Campo Grande e em cidades do interior do Estado em um protesto que começou nas primeiras horas desta segunda-feira (09/06).


Milhares de profissionais da construção civil amanheceram paralisando atividades em Campo Grande e no interior de Mato Grosso do Sul, nesta segunda-feira (9), em protesto por valorização salarial. Os atos começaram por volta das 7h da manhã em um dos canteiros na Rua Hélio Yoshiaki Ikeziri, no bairro Royal Park, perto do Parque das Nações Indígenas, onde os trabalhadores exibiram cartazes reivindicando dignidade – entre eles, reajuste real no salário, vale-alimentação adequado, 13º do benefício, e plano de saúde coletivo.


Segundo José Abelha, presidente do Sintracom-CG e da Fetricom-MS, a data-base de março chegou ao fim sem acordo após três rodadas de negociação com o Sinduscon-MS — que ofereceu apenas repor a inflação (3,86 %), medida considerada insuficiente diante da crescente falta de mão de obra. A categoria defende reajustes acima do INPC e melhores benefícios, destacando a necessidade de garantir segurança e bem-estar aos trabalhadores expostos a riscos nas obras.


A mobilização, que já ocorre em canteiros estratégicos de Campo Grande, deve se estender a outras cidades como Dourados e Três Lagoas se não houver uma proposta de negociação. O texto de Abelha resume a situação: “São reivindicações básicas… o setor vive um bom momento em MS… é possível proporcionar o mínimo de bem-estar”. Caso não haja avanço nas discussões, a categoria promete intensificar o movimento com greve por tempo indeterminado. 

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